quarta-feira, 9 de março de 2016

Plantas tóxicas para cães e gatos.

Plantas tóxicas para cães e gatos – elas existem mesmo?

Quem adora animais, adora todas as formas de vida. Sendo assim, é muito comum que donos de cães e gatos decorem suas casas ou jardins com belas plantas e flores, afinal, a casa fica muito mais alegre e cheia de vida. Mas… Quem nunca viu seu animal cheirando a plantas do vaso? Cães e gatos têm, muitas vezes, o hábito de comer ou, pelo menos, mordiscar algumas dessas plantas que temos dentro de casa, mas já pararam para pensar se alguma delas é tóxica para seus animais?


Plantas venenosas para cachorros e gatos

Muitas plantas que são comumente usadas na decoração da nossa casa são plantas tóxicas para cães e gatos, e é de extrema importância reconhecer seu poder tóxico para removê-las de casa ou deixá-las inacessíveis. Mas o que são plantas tóxicas? As plantas tóxicas possuem toxinas nocivas para nós e para animais e sua ingestão pode causar reações adversar e até levar à morte.


Quais são as plantas tóxicas para cães e gatos?

Esses são os nomes de algumas plantas tóxicas para animais. Confira a lista e certifique-se de que não tem nenhuma delas em casa:

Azaleia (Rhododendron simsii; Rhondedron obtusum): Suas flores são lindas, encantando a casa e atraindo os animais, por isso, muito cuidado!

Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima): Sua venda aumenta durante a época de fim de ano, já que sua presença está relacionada às festas natalinas. É nesta época que os casos de intoxicação aumentam. Sua casa pode ficar linda com bicos-de-papagaio sintéticos – pense nisso!

Comigo-ninguém-pode (Dienffenbachia picta).

Costela-de-adão (Monstera deliciosa).

Copo-de-leite (Zantedeschia aetiopica): o copo de leite é a planta tóxica que mais se comenta por aí. Infelizmente, apesar de ser muito bonita, é venenosa para animais.

Coroa-de-cristo (Euphorbia milii): Por conter muitos espinhos, é comum em jardins como forma de cerca. Neste caso deve-se tomar cuidado na hora do passeio!

Espada-de-são-jorge (Sansevieria zeylanica).

Espirradeira (Nerium oleander).

Glicínia (Wisteria sinensis).

Hera (Hedera helix).

Lírio (Lilium sp.).

Mamona (Ricinus communis).

Mandioca brava ou castelinha (Manihot sp.).

Alguns frutos também possuem potencial tóxico, geralmente devido às sementes. Neste caso, evite oferecer frutas com sementes ao seu cão ou gato e consulte sempre seu médico veterinário de confiança antes de acrescentar alguma fruta na alimentação do seu bichinho de estimação. Confira aqui uma lista de alimentos proibidos para cachorros.


O que fazer caso meu animal tenha ingerido uma planta venenosa?



No caso de ingestão de alguma das plantas citadas, leve seu animal imediatamente à clínica veterinária mais próxima e informe a ele o nome da planta tóxica ingerida pelo seu cachorro ou gato para que seja feito o tratamento correto de primeiros socorros. Os sintomas variam de prostração, vômito a irritação de pele, porém a evolução geralmente é rápida devido à toxina, levando à morte em pouco tempo.

Para se ficar livre de preocupações, o ideal é evitar manter plantas tóxicas para cães e gatos dentro de casa. Existe grande diversidade de flores decorativas que não fazem mal ao seu animal e, de quebra, enfeitam sua casa. Que tal trocar as plantas verdadeiras pelas artificiais?

Fonte: PetLove

segunda-feira, 7 de março de 2016

Cachorro Agitado: O que fazer?

Você tem um peludo que parece ser incansável? Que se deixar fica o dia inteiro brincando sem precisar de uma pausa para descansar? Como você deve imaginar, você não é o único com um cachorro agitado assim! Cada dia que passa é mais comum encontrarmos cães com temperamentos digamos “agitados demais”.
É sempre importante lembrar que por mais que seja cada vez mais comum a “humanização” dos pets, não podemos esquecer que eles são animais, então não devemos esperar que eles entendam e façam tudo que nós ensinamos. Por isso, em muitos momentos, devemos ter tanta paciência para educá-los quanto teríamos para educar um filho.

Essa agitação em excesso muitas vezes pode gerar situações desconfortáveis aos tutores e às pessoas que estejam próximas. Principalmente quando acontecem em locais públicos, um ambiente diferente do que seu pequeno está acostumado, o que acaba influenciando-o a ter um comportamento mais excitado do que em casa, por exemplo. Se você já se encontrou nessa situação, veja esse post que nós fizemos no Blog da Pet Anjo explicando Como ter um cachorro comportado em locais públicos.


Ensinar seu peludo como ele deve se comportar dentro e fora de casa não é uma tarefa fácil, ainda mais no começo, quando ele ainda é um filhotinho fofo que tem energia de sobra! Mas se você tiver um pouquinho de paciência e disposição, com certeza não se arrependerá de ter gastado algumas horas ensinando-o como ser um cão comportado em casa ou em locais públicos.

Meu cachorro é muito agitado. Por quê?

Os motivos para seu cão ser tão agitado assim podem variar, porém grande parte dos casos se encaixa nos 3 motivos que vamos listar aqui embaixo:


1) Predisposição

Para entender melhor, pense como eram as vidas dos cães antigamente, quando eles exerciam suas atividades de ofício. Quando os obedientes e inteligentíssimos Border Collies que hoje vivem em nossas casas eram cães que viviam no pasto, pastoreando rebanhos de ovelhas, os lindos Labradores eram cães que auxiliavam os pescadores, e os Dachshunds (salsichinhas) eram usados para entrar em tocas de lebres, coelhos e texugos para ajudar seus tutores nas caçadas.


Assim como essas raças, todas as outras também foram desenvolvidas através de seleção e cruzamento de cães com temperamentos e características físicas desejadas para ajudar seus donos em uma determinada atividade, que na maioria das vezes envolvia bastante esforço físico.

Agora se compararmos a rotina que estes mesmos cães tinham antigamente e a rotina que eles têm hoje em dia, vamos perceber que eles estão muito mais sedentários do que antigamente, o que faz com que eles queiram de alguma forma extravasar toda energia que eles têm acumulada. Por isso, as raças que tinham como função uma atividade que envolvia muito exercício físico são mais propensas a serem mais agitadas e bagunceiras. Alguns cães podem se adaptar melhor a uma rotina mais calma e outros não. Mas nem sempre essa adaptação acontece ou é tão rápida quanto nós desejamos.

Se você estiver procurando por um companheiro que fique bem e feliz vivendo em um ambiente fechado, veja esse post, onde nós selecionamos algumas das raças mais indicadas para quem mora em apartamento.

2) Tédio

Seguindo a mesma linha de raciocínio, também entenderemos o porquê os cachorros agitados costumam destruir tudo que veem pela frente.

Nem todos os cães tinham como “profissão” uma atividade que exigia esforço da sua parte física, porém todos eles, sem exceção, passavam cerca de 80% do dia ativos. Na maior parte do tempo, procurando por comida. Hoje eles não precisam mais procurar por alimento, eles já sabem onde e quando encontrá-lo.
Sem ter um objetivo, uma atividade determinada para fazer, eles acabam ficando entediados e procuram outra forma de gastar toda aquela energia que têm armazenadas. Quando eles estão dentro de casa e resolvem gastar toda essa energia, é aí que eles destroem tudo! Para entender melhor, veja aqui Porque seu cachorro destrói tudo.

Cachorro destruidor


3) Ansiedade

Por mais que a gente ame e queira passar o dia todo ao lado deles, temos nossos compromissos e algumas vezes não podemos fazer companhia para eles. Eles, com certeza, também sentem muita falta de uma companhia. Quando um peludo não foi acostumado a lidar com essa falta de companhia quando filhote, ele acaba sofrendo de ansiedade de separação.

Um dos sinais de que seu cachorrinho está sofrendo de ansiedade de separação é a relação que ele tem com a porta. Isso mesmo, quando ele ouve um barulho de porta abrindo, campainha, ele fica muito agitado, late, ou tenta fugir? Isso é muito comum em cães ansiosos. Veja neste post 8 Passos para resolver o problema Cachorro e Porta. Se você acha esse pode ser um dos motivos pelo qual seu cãozinho fica muito agitado, leia esse post que escrevemos sobre Como prevenir ansiedade de separação.

Independente de qual seja a raça (ou mix de raças) do seu peludo, se você não estimulá-lo fisicamente regularmente, é provável que ele acabe encontrando outras formas de gastar energia, roendo moveis, destruindo almofadas, chinelos e praticamente tudo que aparecer na sua frente.

Uma excelente alternativa para os tutores que querem ajudar seus peludos e que não tem muito tempo é contratar um Passeador Profissional. Conheça melhor nosso serviço de Dog Walker e tenha um cãozinho mais calmo em casa.

Fonte: PetLove

quinta-feira, 3 de março de 2016

Cães aprendem somente enquanto são filhotes?

Olá! Hoje vamos falar de um tema que várias pessoas têm dúvidas: cães aprendem somente enquanto são filhotes ou os cachorros mais velhos conseguem aprender coisas novas?

Existe uma expressão em inglês que diz “You can’t teach an old dog new tricks” que, traduzindo para o português, ela quer dizer que você não pode ensinar novos truques para um cão velho. E apesar de ser uma frase que tem o cão como foco principal, ela é direcionada aos humanos. Na verdade, esse pensamento de que somente os filhotes aprendem é um mito!


 Cães aprendem somente enquanto são filhotes – por que isso não é verdade?

Do ponto de vista de comportamento, é completamente possível um cão adulto (ou até mesmo idoso) aprender comandos, comportamentos e até truques para fazer gracinhas – e isso é ótimo para manter seu cão ativo, mentalmente estimulado e feliz.

Assim como as crianças, os filhotes e cães mais novos conseguem aprender com maior facilidade. Tente comparar uma criança e um adulto começando a estudar um novo idioma, como por exemplo o inglês. Enquanto o adulto tem algumas dificuldades e vícios, a criança tende a ter mais facilidade no aprendizado de algo novo. Mas isso não significa que com esforço e dedicação o adulto não possa aprender a língua inglesa.
Imagine que o cão pula nas pessoas, e ele fez isso a vida toda. Pra ele isso é e sempre foi normal. Seria como ensinar uma pessoa idosa, que sempre fumou cigarro em ambientes fechados (e era normal para a época), que hoje em dia ela não pode mais fazer isso.


Então treinar um cão adulto ou idoso para ele deixar de fazer um comportamento específico pode ser um pouco mais trabalhoso, mas não impossível e o esforço vale muito a pena. Essa mudança será benéfica tanto para o cão, quanto para o proprietário.

Mas assim como para nós, humanos, para treinar um cão mais velho é importante que a gente encontre algo que o motive. Pode ser um brinquedo favorito, petiscos, brincadeiras com o dono ou o que mais ele gostar.
É importante lembrarmos, também, que os cães com uma idade avançada já não possuem mais habilidades físicas tão grandes, então ensinar determinados truques que exijam mais fisicamente de um cão idoso pode ser mais trabalhoso e até contra indicado caso ele tenha alguma restrição de movimentos ou problemas nas articulações.

Eu mesmo já iniciei o treinamento de cães quando já eram mais idosos. Ensinei comandos básicos e alguns truques para Poodles de 12 anos! E acredite, não foi difícil.


Os cães, mesmo em idade mais avançada, precisam ser estimulados física e mentalmente. Eles gostam de aprender coisas novas e se mostram mais empolgados. Isso é fantástico!

Com um pouco de tempo e atenção, até o mais velhinho peludo pode aprender novos truques!

Um abraço e até a próxima.

Fonte: PetLove

quarta-feira, 2 de março de 2016

DSTs em Animais

Doenças sexualmente transmissíveis, ou DSTs, também podem ocorrer em animais, e normalmente são causadas por bactérias, protozoários e vírus, e só são transmissíveis entre animais da mesma espécie.

Uma doença, em particular, é mais comum em cães que vivem no meio urbano: o Tumor de Stickers, ou Tumor Venéreo Transmissível (TVT), que é causado por um vírus, cuja propagação ocorre pelo contato direto de um animal contaminado com um animal sadio, principalmente por meio do contato sexual. Após a interação inicial, forma-se um tumor no órgão genital do animal macho ou fêmea. Como os cães possuem o hábito característico de cheirarem uns aos outros, esse também se torna uma via de infecção pelo vírus que pode se instalar também no focinho e boca do animal.


Os principais sintomas são nódulos avermelhados e pequenos tumores que se assemelham ao aspecto de uma couve-flor, além de secreção com sangue saindo pela vagina ou pênis do animal. Em casos mais avançados, o animal se mostra apático, para de comer e urinar. O tratamento é complexo, necessitando de quimioterapia e até mesmo cirurgia, e, por isso, a prevenção é sempre a melhor alternativa para garantir a saúde e o bem estar do pet, lembrando sempre que os animais podem estar infectados e transmitindo a doença, mas sem apresentar os sintomas.

Outra DST que pode acometer cães e gatos é a Brucelose, causada pela bactéria Brucella sp e disseminada das fêmeas para os machos, durante o coito, e para seus filhotes, no momento do nascimento. Os machos caninos e felinos podem disseminar a Brucelose pelo sêmen e pela urina, e também pode infectar seres humanos que tenham contato com material infectado, o que pode incluir até mesmo fetos abortados de fêmeas doentes. O tratamento da Brucelose se baseia na castração do animal diagnosticado. Porém, ainda assim, é possível que o animal continue transmitindo essa enfermidade.


Os sintomas são: abortos entre o sétimo e oitavo mês de gestação, nascimento de filhotes fracos ou prematuros, retenção de placenta, artrites e febre constante. Nos machos, ocorre inflamação dos testículos, deixando-os estéreis para o resto da vida.

A melhor forma de prevenir as DSTs em animais é planejar o momento de cruzar seu pet, assegurando-se de que ele seja saudável, além de evitar o contato do cão ou gato, com animais desconhecidos ou que vivem nas ruas. Tudo isso deverá vir sempre acompanhado de medidas especiais no cuidado com a higiene dos cães e a higiene dos gatos.

Fonte. PetLove

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Cinomose.

Você já ouviu falar em cinomose?

A cinomose é uma doença canina (veja outras doenças de cachorros aqui) viral e altamente contagiosa que pode levar à morte ou deixar graves sequelas nos animais que se curam dela. No entanto, conseguimos prevenir a cinomose e, assim, evitar que nossos cachorros sofram e a transmita para outros animais. Mas antes de falarmos sobre prevenção da cinomose, sintomas da cinomose e tratamento e cura, vamos entender o que é cinomose.

O que é cinomose?

A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa que afeta cães causada por um vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus.

Cinomose em gatos

Por não ser uma zoonose, seu caráter infeccioso se restringe apenas aos cães, ou seja, a cinomose não afeta os gatos.

Sintomas da cinomose

O vírus se replica nas células sanguíneas e sistema nervoso central. Nos estágios iniciais da doença, um sintoma bastante comum é a diarreia, uma vez que o sistema digestório é, geralmente, o primeiro a ser atingido. Em um estágio um pouco mais avançado da doença, o sistema respiratório é atingido, sendo observadas secreções saindo pelo nariz e região dos olhos. Na fase mais tardia da doença, acontece o acometimento do sistema nervoso central, que é quando o animal passa a ter o andar desorientado e tremores musculares que podem evoluir para crises de convulsões.

Confira todos os possíveis sintomas da cinomose:

Apatia

Perda de apetite

Diarreia

Vômito

Febre

Secreções oculares (remela em grande quantidade)

Secreções nasais (pus)

Convulsões

Paralisias

Tiques nervosos

No exame de sangue é observada diminuição da imunidade do animal devido à replicação do vírus no sistema linfático. Um cão infectado elimina o vírus através da urina, fezes e secreções (nasal e ocular) até 90 dias após a exposição ao vírus. Portanto é importante evitar seu contato com outros cães durante o período em que está doente.


Como a cinomose é transmitida?
O cachorro pode pegar cinomose, ou seja, ser contaminado pelo vírus de diversas formas, entre elas, o contato com secreções, urina e fezes infectadas pelos animais doentes. Além disso, casinha, cobertores e alimentos dos animais infectados também são fontes de infecção. Filhotes e idosos são mais susceptíveis a doenças infectocontagiosas por terem o sistema imunológico um pouco menos ativo.

Qual o tratamento para a cinomose?

Não há medicamentos antivirais eficazes para combater a doença. No entanto, o tratamento consiste em tratar os sintomas causados nos diferentes sistemas acometidos:

Antibiótico e anti-pirético para as infecções secundárias no sistema digestório e respiratório, além de aliar expectorantes, bronco dilatadores e antieméticos.

Soro (fluidoterapia), para corrigir a desidratação causada pela diarreia.

Anticonvulsivante para as crises convulsivas devido ao acometimento do sistema nervoso.

Suplementos nutricionais e terapias alternativas, como a acupuntura, para melhorar a resposta imunológica do animal para combater o vírus também são utilizados.


Sequelas:
O animal que teve a doença evoluída ao estágio de acometimento do sistema nervoso pode ficar com tremores musculares, andar desordenado e/ou crises convulsivas por toda sua vida, mesmo não portando mais o vírus.

Neste caso, o animal sequelado terá de ter auxílio de sessões de fisioterapia e acupuntura para melhorar o quadro, além de fazer uso de anticonvulsivante no caso de crises convulsivas.

Como prevenir a cinomose?
Basta a vacinação anual do seu cachorro. A vacina para cinomose está dentro do pacote oferecido pelas vacinas V8 e V10. No caso de filhotes, devem receber três doses da vacina a partir de 45 dias de vida, com intervalo de 30 dias entre as doses. Apenas depois da terceira dose, seu sistema imunológico estará apto a combater o vírus caso haja contato com ele, sendo liberados os passeios na coleira.

Fonte: PetLove

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O papel dos animais para crianças autistas.

Os cães e os gatos, principalmente, mas também os cavalos, pássaros e outros animais desempenham um importante papel no auxílio à formação do caráter, dos valores e das responsabilidades de uma criança. Já são conhecidos, inclusive, os benefícios que a convivência com os pets proporciona às crianças hospitalizadas. A simples presença de um pet já é suficiente para fazer com que as crianças se esqueçam das dificuldades pelas quais passam e consigam sorrir novamente, principalmente se houver a possibilidade de interagirem com os bichinhos.


 Sentir-se aceita no círculo social talvez seja, no julgamento de uma criança, a questão mais imprescindível de todas. E isso é mais intenso no caso de uma criança autista, que, infelizmente, tem na sociabilidade a sua maior dificuldade.

Um recente estudo realizado por especialistas do Centro de Pesquisas do Hospital de Brest, na França, concluiu que a presença de um animal de estimação no lar pode trazer avanços significativos ao comportamento dessas crianças. O contato com um pet desde o seu nascimento, por si só, já produz melhoras, porém, segundo a pesquisa, os efeitos positivos foram mais intensos quando as crianças a partir de 5 anos passaram a conviver com um pet. Conforme puderam constatar, elas se sentiam mais confortáveis e se mostravam mais solidárias ao se relacionarem com outras pessoas do que pacientes que nunca tiveram um pet.

Outra pesquisa, dessa vez realizada por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, descobriu que os pets desempenham um grande papel na redução dos níveis de ansiedade em crianças que possuem autismo. Segundo os pesquisadores, as crianças autistas encontram dificuldades para entender emoções e sentimentos das outras pessoas, mas possuem maior facilidade em relação a um pet, auxiliando no seu desenvolvimento.


 Dados dessa pesquisa mostram que os maiores resultados atingidos ocorreram em alguns pontos específicos do comportamento social das crianças. Elas passaram a demonstrar um maior conforto no relacionamento com outras pessoas, sendo mais solidárias com quem conviviam.

Estudos como esses apenas reforçam a necessidade de se intensificar as pesquisas acerca dos benefícios apresentados pelo relacionamento entre as crianças e os bichinhos.

A mente humana ainda tem muito a nos revelar, e talvez nossos amiguinhos pets sejam uma das chaves para que sejam desvendados os segredos dentro da mente das pessoas que sofrem de autismo.

Fonte: PetLove

FeLV.

A Leucemia Felina (FeLV) é uma doença exclusiva dos felinos, causada por um retrovírus que provoca infecção permanente nos gatos. O animal pode se apresentar saudável, mas transmite a doença para outros gatos.

A maioria dos felinos expostos ao vírus não se torna doente, ele se recupera e se torna imune. Porém, em animais com o sistema imunológico comprometido, a FeLV se instala. As doenças causadas pelo FeLV envolvem tecidos linfoides e hematopoiéticos, podendo causa câncer e anemias graves.


 Como a FeLV é transmitida?

O gato contaminado excreta o vírus por todas as superfícies epiteliais (pele), nariz e boca, transmitindo facilmente o vírus para outros gatos com quem tiver contato. A infecção está diretamente ligada à dose do vírus que o animal se expõe. Um animal que se expõe constantemente ao vírus tem maior chance de infecção permanente. Gatinhos de até 5 meses, quando infectados, também têm grande risco de infecção permanente. O vírus não é resistente a ponto de contaminar o ambiente (não é transmitido através de alimentos, cobertores, etc).

Sintomas da FeLV

Por ficarem durante anos assintomáticos, podem não manifestar sinais clínicos da doença. Pode haver episódios de gengivite e estomatite ao decorrer da vida. Porém, em algum período da vida, as consequências da doença aparecem: doenças malignas e não-malignas sérias e potencialmente fatais.

Doenças malignas – Linfomas e leucemias

Doenças não-malignas – Anemias, imunodeficiência (maior susceptibilidade às infecções oportunistas), enterite e insuficiência reprodutiva.


 Diagnóstico da FeLV

Em alguns gatis e ONGs, o teste para FeLV e FIV (AIDS felina) é realizado como triagem antes do animal ser vendido ou doado, para que seu responsável tenha consciência de que o animal pode desencadear alguma das doenças acima citadas, além de evitar seu contato com outros gatos. Caso contrário, o diagnóstico é realizado quando alguma das doenças associadas aparecem.


Tratamento para FeLV

O tratamento é realizado baseado na doença que o FeLV desencadeou. No caso dos tumores (linfoma e leucemia), são realizadas sessões de quimioterapias. Já as anemias podem chegar a necessidade de transfusão sanguínea. Medicamentos imunoestimuladores e antiretrovirais são associadas ao tratamento.


 Prevenção da FeLV

O FeLV pode ser prevenido mantendo os animais dentro de casa sempre que possível e evitando exposição a gatos novos sem a confirmação do teste. Mas o mais importante é vacinar seu gato. Filhotes a partir de 8 semanas devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias. Caso seu gato tenha hábitos de passear na rua, a vacinação anual é de extrema importância.

Fonte: PetLove